Caos e Jardim

Apenas letras, pontos e vírgulas….

Anjo mais velho… outubro 4, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 2:28 pm

“…óse ecov me atisope decov euq éfa odercovono ev ecov omoced edneped otr ecnioleb émifo”

 

Uma carta… outubro 3, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 3:52 pm

Carta do Cacique Seattle, em 1855Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já mais de cento e cinqüenta anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade.A carta:“O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”

 

Perto de você… setembro 25, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 6:31 pm

Quando começar o frio, dentro de nós

tudo em volta parece tão quieto

tudo em volta não parece perto

toda volta parece o mais certo

certo é estar perto sem estar

perto de você,

sou tão perto de você,

Quando o tempo não passar, dentro de nós

cada hora é como uma semana

cada novo alô é mais bacana

cada carta que eu nunca recebo é sempre um motivo pra lembrar

sou tão perto de você…. 

…vida amarga

como é doce a dor da palavra dita de tão longe,

dita de tão longe…

Quando alguém se machuca, dentro de nós

toda culpa parece resposta

nossa busca não parece nossa

nosso dia já não tem mais festa,

não tem pressa nem onde chegar

Sou tão perto de você…  

Quando a paz se anunciar, dentro de nós

é porque aquilo que nos cega,

mostra um outro lado da moeda

que não apaga as coisas do meu peito

O preço é me fazer acreditar

sou tão perto de você 

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de

tão longe, dita de tão longe…

quando a música acabar, dentro de nós…

Fernando Anitelli

http://www.youtube.com/watch?v=bYMU8WRdo9g&mode=related&search=

 

Nossa história…. setembro 25, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 4:37 pm

400.000 a.C. – Domínio do fogo
35.000 a.C. – Matemática
8000 a.C. – Ferramentas de madeira
3500 a.C.- Roda
3000 a.C.- Astronomia
1000 a.C.- Alfabeto grego
320 a.C.- Botânica
300 a.C.- Geometria Euclidiana
50 – Medicina
876 – zero e decimais
1202 – Álgebra
1435 – Perspectiva
1439 – Impressão tipográfica
1543 – Anatomia
1600 – Magnetismo
1673 – Microscópio
1774 – Combustão
1796 – Vacinas
1808 – Teoria Atômica
1820 – Eletromagnetismo
1828 – Matéria sintética
1859 – Teoria da Evolução
1860 – Lâmpada
1867 – Dinamite
1876 – Telefone
1885 – Automóvel movido a gás
1895 – Raio X
1896 – Radioatividade
1902 – Bioplano
1903 – Teoria do Caos
1910 – Antibióticos
1915 – Relatividade
1928 – Penicilina
1942 – Fusão nuclear
1943 – Inteligência Artificial
1946 – Computador
1947 – Energia nuclear
1947 – Transistor
1953 – Estrutura do DNA
1959 – Nanotecnologia
1969 – Missão Apolo
1973 – Engenharia Genética
1977 – Criptografia
1984 – Teoria das Cordas
1990 – World Wide Web
1996 – Clonagem de mamíferos
2000 – Genoma humano
2001 – iPod
2005 – YouTube

2007- i phone

O que será que vem agora?!

 

Dia mundial sem carro! setembro 19, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 2:19 pm

 dia-sem-carro.jpgVamos deixar o carro na garagem no próximo sábado, dia 22/09? É o Dia Mundial sem Carro, um movimento criado na França, que nos convida a adotar atitudes simples em nosso dia-a-dia para combatermos o aquecimento global.

O objetivo é despertar a importância do combate à poluição do ar, à emissão excessiva de gases e ao efeito estufa, além de estimular o uso de transportes não-motorizados.

Faça a sua parte! Outras duas mil cidades no mundo também se mobilizam por esta causa.Em São Paulo, várias atividades recreativas serão realizadas em prol desta data. No site www.nossasaopaulo.org.br você pode conhecer toda a programação. Aproveite também para ler uma reportagem na revista Veja São Paulo sobre este assunto, disponível no link http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2026/m0138271.html.


Mais sobre o movimento

A cidade de São Paulo incorporou a data em 2005, sob a coordenação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Neste ano, a iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes, que realizará a “Virada Esportiva” alinhada ao evento, e de 250 entidades que integram o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.

 

O Governo é?! setembro 13, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 12:58 pm

 ” O governo atual é uma verdadeira camisinha: permite a inflação, impede a produção, destrói a próxima geração, protege um bando de porra e ainda transmite um sentimento de segurança…enquanto na verdade, alguém está sempre fodendo alguém!”

 

Além… setembro 12, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 5:41 pm

“… O incerto e o perfeito tudo se completa de algum jeito…..”

thi-botana.jpg

Desenho by: Thiago Botana

 

 

“Justo a mim me coube ser eu” setembro 11, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 7:34 pm

Quando percebo que um gesto qualquer vai afetar o meu destino, sinto medo, angústia, suo frio, tenho vertigens, adoeço. Minha alma grita que não vai dar certo e me lembra que o meu molde foi quebrado. Toda vez que minha avó paterna me dizia que o molde em que fui feita fora quebrado quando nasci, eu achava que ela estava me elogiando. Acreditava que somente eu era “única” no mundo. Aos poucos, fui percebendo meu engano. Porque, em vez de me tornar diferente, o fato de ser uma criatura única era o que igualava a todos os seres humanos.Entendi que é parte da nossa condição humana seremos indivíduos exclusivos. Dela ninguém escapa. Em segundo lugar, porque essa exclusividade recebida com meu nascimento – não me foi dada de mão beijada. Nem veio pronta nem tinha um manual. Ela se parece com aquelas massinhas de modelar, que quando a gente ganha, ganha só a massa, não a forma, e o resultado é sempre o fruto de um longe processo de faz e desfaz.

Cedo percebi que jamais teria sossego e que teria muito trabalho. Típico presente de grego, uma armadilha. Encontrei eco para o meu espanto nas palavras da Mafalda, a famosa personagem de Quino, o cartunista argentino, no momento em que ela diz ” Justo a mim me coube ser eu!” . Ser que só a gente mesmo pode ser é quase uma desolação. Quem eu sou e deveria ser? Minha individualidade é um mistério.

Quantas vezes eu não preferi ser outra pessoa! Se não, pelo menos pensei se não seria melhor ter nascido em outra família, em outra época, com outra situação financeira, outra cara, outro corpo, outro temperamento. Ainda mais porque, aparentemente, sempre soube resolver a vida dos outros muito melhor do que a minha própria.

Para ser sincera, quando penso que o meu ” eu” está aberto, o que sinto mesmo é um grande alívio. Se eu tivesse nascido pronta, não teria conserto! E se não houvesse remédio para os meus erros e uma chance para os meus fracassos?

E se eu não pudesse mudar de ponto de vista, se gosto, de planos e de opinião? E se eu não tivesse escolhas nem alternativas?

Mas também vejo um lado sombrio em ser um projeto aberto: o de nunca ter certeza, sobretudo de antemão, de ter tomado a atitude certa, de ter feito a escolha mais apropriada – aquela em que não me traio. Quando percebo que um gesto qualquer vai afetar o meu destino, sinto medo, angústia, suo frio, tenho vertigens, adoeço. Aí, a tentação de pegar carona na escolha dos outros ou no estilo de vida dele é grande, mas minha alma grita que não vai dar certo e me lembra que o meu molde foi quebrado, que ele é exclusivo.

Levei muito tempo para entender que minha exclusividade não está simplesmente em mim, na minha cor de olhos ou nos meus talentos mais especiais. Ela está sempre lanada adiante de mim como um desafio, como um destino a que tenho de chegar, como uma história que tem de ser vivida.

Minha exclusividade – eu mesma – virá apensar quando eu puder afirmar que a história que vim realizando só eu – e ninguém mais – poderia tê-la vivido.

É a isso que a personagem Amparo, no filme de Almodóvár ” Tudo sobre minha mãe” se refere, quando afirma que ele é tanto mais autêntica quanto mais perto estiver daquilo que projetou para si mesma. Fala com orgulho e alegria, revelando, assim, que desvendou o mistério que envolve o problema de ser quem somos: autenticar nossa biografia. Avalizá-la.

Onde estou, senão no rastro da história que venho deixando atrás de mim, naquilo que vim fazendo e dizendo? Onde estou, senão nessa história biografia que realizo e atualizo a cada instante por meio das minhas decisões e de meu empenho?

Hoje não importa mais se sou diferente dos outros, mas sim se faço alguma diferença neste mundo.

Dulce Critelli

 

Dia especial… setembro 6, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 2:41 pm

Ontem… tive a certeza que….

A história de uma pessoa pode mudar a minha vida… Que o ato de contar histórias…muda vidas…cria novas vidas…

Que pessoas de realidades tão diferentes, podem ter histórias tão parecidas…

Que se você der uma chance… vai ver como aquele(a) professor (a) pode te falar… simplismente tudo aquilo que você precisava ouvir…

Que no meio do caos…você sempre encontra um sorriso…

E a maior certeza, é de que um abraço pode mudar a vida de alguém…

 

Comilões de plantão…. setembro 5, 2007

Arquivado em: Só coisa boa!!! — manuberlanga @ 11:40 am

Dica de sucesso:

http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup43477,0.htm

Caso estejam com preguiça de ler, esta semana e na próxima os melhores restaurantes de SP estarão oferecendo entrada + prato principal + sobremesa por R$ 24,07 (alusão à 24h 7d na semana, ritmo das grandes cidades do evento) no almoço e R$ 39,00 no jantar. Boa oportunidade para conhecer novos lugares e comer bem!!!!

Bon appétit